Vagar na História

“Andar sem rumo pelos caminhos da História e da Educação!”

Jovens e a Cultura.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

José Vinicius Catanhede (1ºJ), conhecido como Tevez, convidado a tecer um argumento sobre a relação dos jovens e a cultura. Inicia definindo Cultura como hábitos e costumes! E questiona: Será que é isso que é cultura para os jovens? Um hábito? Um costume? Acredita que sim justificando que a cultura pode nascer quando menos se espera e exemplifica: “um grupo de jovens conversando e um deles no momento de alegria fala uma frase bem conhecida dos jovens no famoso “MSN”: “aushaushaushaushaushaushaus…”. Querendo ou não isso se torna um hábito, um costume nosso.”

Especula se será que é isso que vamos deixar para os jovens do futuro? Palavras que não ajudam o jovem a pensar na vida. Não critica a maneira como os jovens falam, mas, afirma que podiam fazer uma coisa que ficasse marcada no futuro para que os jovens de amanhã se lembrassem de nós. Conclui afirmando que tantas vezes ouve os jovens dizer: “Que mundo é esse que vivemos”, “Precisamos mudar o mundo”. Mas, mudar com palavras que não mudam nada em nossa vida?!

Alunas que expressaram de modo espontâneo definem a cultura como as manifestações das artes (Paloma, 8ªD), as tradições locais (Estephane, 8ªB) ou as práticas e ações vinculadas à qualificação e habilidades artísticas (Janaine, 8ªE).

Sobre a cultura brasileira a entendem basicamente como a manifestação da dança, música, culinária, vestuário. Ressaltam a diversidade em cada região (Géssica, 8ªC) e a combinação ou mistura que todas essas culturas produzem na formação nacional (Elizandra, 8ªA). Questionadas como se manifesta a cultura, as afirmações convergem para as formas festivas como as juninas, o carnaval e outras. Mas, também observam que se manifesta a cada atitude que a pessoa utiliza com conhecimento, pelo comportamento e pelas leis criadas (Dayana, 8ªB).

Sobre a importância da manifestação cultural afirmam que é o ato de pensar e de se expressar (Paloma, 8ªD), de não esquecermos as nossas origens e a valorizarmos (Estephane, 8ªB), pois é através dela que podemos saber um pouco mais sobre nossa própria vida (Géssica, 8ªC) e de realizar um mundo melhor com pessoas qualificadas e com educação (Janaine, 8ªE)

É intrigante reconhecerem que existem significados nas manifestações culturais, mas não souberam descrever estes significados além da manifestação aparente das festas e tradições. Mas, é promissor que valorizam a importância em procurar entender estes significados!

Conforme Paloma (8ªD), a importância reside em entender o que as pessoas querem demonstrar – entender a mensagem. Estephane (8ªB) compreende existir uma mensagem educativa: “abrir os olhos das pessoas e melhorar os nossos filhos; porque melhorando os filhos o mundo estará completo”. A Dayana (8ªB) demonstra sinceridade ao afirmar que pessoas – como a própria – que não sabem distinguir nenhuma cultura, inclusive, esquecendo de ser brasileira! Géssica (8ªC), por sua vez, filosófa ao afirmar que se nós não sabemos o significado da vida realmente não vivemos, portanto é importante sabermos o significado dessas manifestações e os seus valores. Elizandra (8ªA) aprofunda apontando o aspecto histórico, isto é, a necessidade de saber o que aconteceu, de saber a relação entre a manifestação cultural e aquele povo. Janaine (8ªE) ressalta a utilidade dessa compreensão para a formação de um povo bem sucedido e informado

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