Vagar na História

“Andar sem rumo pelos caminhos da História e da Educação!”

Cultura no Século XX

sábado, 31 de outubro de 2009

No final do 2º bimestre fizemos a proposta às turmas de 8ª série de realizarem durante o 3º bimestre uma atividade que demonstrasse aspectos culturais brasileiros e internacionais do século XX.

Acertamos uma divisão entre as 05 (cinco) turmas de duas décadas para cada. As turmas possuíam autonomia para decidirem qual aspecto enfocar. O trabalho era um trabalho de turma! Sendo que por motivos de organização resolveram dividir-se em grupos e posteriormente unir os trabalhos realizados. A única condição era que o trabalho teria que ser registrado em mídia.

No transcorrer do 3º bimestre o empenho de alguns grupos na atividade mostraram ser ineficientes ou inexistentes. Trabalho da turma, de fato, houve apenas um! Os demais se tornaram trabalhos de grupos. Entre o material entregue encontramos uma diversidade de informações e linguagens. Todo tipo de recurso técnico foi empregado na sua realização – desde o celular à gravadora digital e o computador. Houve muita criatividade no material produzido.

Portanto, exponho alguns dos trabalhos realizados para apreciação. Não os editei. Mantive inclusive com eventuais erros técnicos e de informação.

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Avaliação do 3º Bimestre

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Tendo a exata sensação de ‘blogar’ para o vazio. Continuo então a avaliar os resultados obtidos pelas turmas deste ano no CED 07 Ceilândia.

Normalmente o 3º bimestre é essencial ou estratégico para a aprovação dos estudantes. Mais do que os outros bimestres o esforço é maior neste momento. Contrariando a normalidade os resultados demonstram nitidamente um descenso no ritmo do aproveitamento de estudos, sobretudo, em relação ao Ensino Médio.

Motivos para esta realidade são diversas, mas, perpassam prioritariamente pela questão pessoal do interesse do individuo para com a aprendizagem.

3º Bimestre - 2009

3º Bimestre - 2009

Estou em dívida comigo mesmo. Pois, anunciei um trabalho relativo à cultura e não mencionei os resultados. Em breve, estarei postando o material produzido!

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Pobre Sócrates …

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A vivência em uma sala de aula é rica em experiências. Reconheço que soa como um bordão, mas não é esta a intenção. Experiências que podem ser positivas ou negativas. Desta vez me surpreendeu!

Adotando a técnica da maiêutica socrática em turmas do 1º ano – na expectativa de extrair o conhecimento dos alunos através de questionamentos e no processo direcionando a construção coletiva dos argumentos – fui surpreendido com a declaração de uma jovem que dizia: “é melhor parar de fazer perguntas que nós não sabemos responder, é melhor explicar para depois tirarmos as dúvidas.”!

Perguntas básicas como o significado de palavras e não sabiam ou não queriam responder. E, raramente, tinha dúvidas! Difícil crer que as explanações sejam tão eficientes que não produzam ou provoquem indagações. Por vergonha ou medo raramente participam.

O que me espanta é o significado da declaração: não queremos pensar!

Crítica à “Na educação, como na guerra”

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Numa primeira leitura da postagem “Na educação, como na guerra” de Claudio Abramo tive sentimentos conflitantes. Transitei entre o espanto, a concordância e a indignação. Num primeiro momento fiquei chocado com a crueza do raciocínio e com o reconhecimento como fato concreto de muitas assertivas, mas também indignado porque como professor não aceito me enquadrar naquela linha de raciocínio.

Estes sentimentos me levaram a outra leitura, menos superficial, para embasar um posicionamento crítico equilibrado.

A citação a Clemenceau com o adendo do próprio Abramo, em principio, parece um posicionamento preconceituoso. O que há de comum na comparação: a vida e o futuro! Então, genericamente diz respeito a todos por afetar a coletividade, mas sempre que diz respeito a todos não diz respeito a ninguém – o todo é caótico e cada qual por pensar egoistamente produziria tensões irreconciliáveis. Havendo por correspondência a inércia ou o caos. Pelo bem ou pelo mal há a necessidade de especialistas ou daqueles que chamam a responsabilidade para si ou que são remunerados para este fim sob a égide de um poder aceito ou coercitivo. O próprio Abramo comete inadvertidamente a contradição ao reconhecer o problema da democracia direta.

A comparação entre soldados e professores, em particular, sobre a capacidade de compreensão de seus objetivos e finalidade é errônea. A finalidade é plural. O soldado sabe o objetivo principal: vencer o inimigo e cumprir missões. As razões são de conhecimento dos planejadores (generais). Os professores idem aos soldados. Sabem o objetivo principal. Se outras finalidades existem são de competência dos gerentes (diretores e executivos). O questionamento sobre finalidades não deve ser imputada ao corpo executivo, mas ao corpo gestor e a eficiência da comunicação entre ambos.

Sem dúvida é da natureza da sociedade capitalista existir mais necessidades do que recursos disponíveis. Este é o motor do progresso capitalista: necessidades insaciáveis de consumo. Deste modo, a sociedade se organiza tendo o orçamento como símbolo do pacto social e as políticas públicas como materialização deste pacto. Não há mistérios – em democracias ou não – há um pacto de poder, um jogo de poder onde os mais fortes estabelecem os rumos.

Quando Abramo diz que uma das tragédias da educação nacional é a baixa compreensão quanto aos objetivos da educação. É necessário impor algumas questões: por parte de quem? Dos professores ou da sociedade? A questão não é a compreensão mas o comprometimento, que, numa sociedade capitalista e corrupta (como a nossa) é medida pelos ganhos econômicos, políticos ou sociais em jogo. Os professores têm compreensão de seu papel quanto aos objetivos da educação, mas podem não ter o comprometimento necessário. O mesmo vale para todas as outras funções públicas ou privadas em nossa sociedade.

Abramo afirma que a educação opera na capacitação de pessoas para atender as demandas do mercado. É uma premissa ambígua: verdadeira e falsa. Verdadeira porque o produto final é a capacitação e falsa porque inexiste uma política pública de formação profissional na base. No caso brasileiro, a afirmação de Abramo, teria maior validade se o sistema de ensino houvesse se mantido e aperfeiçoado no foco à educação profissional. O que foi abandonado há uma década. E que pode vir a ser resgatado por interesses de mercado (da área educacional).

Discordo quando afirma que não se antevê nenhum futuro para o mercado de recursos humanos. Não é de todo verdade. Vislumbra-se a discussão ou o embate entre os setores públicos e privados da educação quanto á formação de tecnólogos. Filão de interesse das escolas particulares! Ademais setores tradicionais do mercado de educação estão se saturando restando a fronteira da educação profissional.

Quando afirma que desde a redemocratização se desconhece o que seja planejamento no Brasil. Parece sugerir a idéia de economia planejada! Conceito e prática que se demonstraram ineficientes face à concorrência do sistema capitalista. Existe planejamento no país. Pode se discutir os rumos e interesses desse planejamento e não a sua existência. O que não existe no país é pesquisa – inventividade – criatividade. Como o próprio Abramo posteriormente reconhece no texto, inclusive o autor é otimista neste ponto por afirmar o desaparecimento da capacidade de inventar. Creio que existe uma questão fundamental: quando nossa sociedade foi de fato inventiva ou criativa? Houve casos de alguns brasileiros. Mas, enquanto prática social?

O autor praticamente conclui mostrando como o Brasil é:

O mercado de trabalho não tem necessidade de pessoas qualificadas em grande número, e a capacidade de inovação não é uma característica que se valorize nas pessoas, muito ao contrário. O mercado de trabalho demanda indivíduos capazes de cumprir ordens, reproduzir tarefas rotineiras, repetir o que o seu dono mandar.

Certamente concordo que tal estado de coisas não se alterará por exortações à cidadania, mas não concordo que irá se alterar exclusivamente por modificação das perspectivas econômicas. Penso que existe uma contrapartida que o autor não considera na analise. O aluno! A grande maioria é a própria responsável pelo fracasso do ensino e não porque não aprendam, mas porque não desejam. E isto não é uma questão econômica – é de modelo social e que extrapola a capacidade de qualquer professor.

Justiça seja feita!!!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

No primeiro semestre foi realizado um excelente trabalho de produção de um documentário em vídeo por ocasião do aniversário do Centro Educacional 07 de Ceilândia.

O documentário foi produzido por alunos das turmas de 8ª série e de 1º anos. Com a devida orientação de professores.

Aguardei as possíveis repercussões quanto ao trabalho desenvolvido. Crendo que realmente haveria alguma repercussão! Para minha surpresa não houve. Nenhum único comentário, crítica ou elogio. Nem a própria direção escolar se pronunciou!

Então, venho publicizar em outro veículo – até para homenagear os produtores – o documentário produzido.

Gripe A(H1N1): Perguntas e Respostas.

domingo, 16 de agosto de 2009


Repassando informações obtidas por rede de correspondência.

 

 


 

PERGUNTA

                                    RESPOSTA

 1.

 Quanto tempo dura vivo o vírus suíno numa maçaneta ou superfície lisa?

 Até 10 horas.

2.

Quão útil é o álcool em gel para limpar-se as mãos?

 Torna o vírus inativo e o mata.

3.

 Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?

 A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, o fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e olhos) o vírus não voa e não alcança mais de um metro de distancia.

4.

 É fácil contagiar-se em aviões?

 Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.

5.

 Como posso evitar contagiar-me?

 Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente doente. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.

6.

 Qual é o período de incubação do vírus?

 Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.

7.

 Quando se deve começar a tomar o remédio?

 Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%

8.

 De que forma o vírus entra no corpo?

 Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.

9.

 O vírus é mortal?

 Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.

10.

 Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram?

 Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.

11.

 A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?

 Não porque contém químicos e está clorada

12.

 O que faz o vírus quando provoca a morte?

 Uma série de reações como deficiência respiratória, a pneumonia severa é o que ocasiona a morte.

13.

 Quando se inicia o contagio, antes dos sintomas ou até que se apresentem?

 Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.

14.

 Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?

 De 0%, porque se imunizou ao vírus.

15.

 Onde encontra-se o vírus no ambiente?

 Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o virus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver umidade. Já que não será esterilizado o ambiente se recomenda extremar a higiene das mãos.

16.

 O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?

 Sim, são pacientes mais suscetíveis, mas ao tratar-se de um novo germe todos somos igualmente suscetíveis.

17.

 Qual é a população que está atacando este vírus?

 De 20 a 50 anos de idade.

18.

 É útil a máscara para cobrir a boca?

 Existem alguns de maior qualidade que outros, mas se você não está doente é pior, porque os vírus pelo seu tamanho o atravessam como se este não existisse e ao usar a máscara, cria-se na zona entre o nariz e a boca um microclima úmido próprio ao desenvolvimento viral: mas se você já está infectado use-o para não infectar aos demais, apesar de que é relativamente eficaz.

19.

 Posso fazer exercício ao ar livre?

 Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas.

20.

 Serve para algo tomar Vitamina C?

 Não serve para nada para prevenir o contagio deste vírus, mas ajuda a resistir seu ataque.

21.

 Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?

 A salvo não esta ninguém, o que ajuda é a higiene dentro de lar, escritórios, utensílios e não ir a lugares públicos.

22.

 O virus se move?

 Não, o vírus não tem nem patas nem asas, a pessoa é quem o coloca dentro do organismo.

23.

 Os mascotes contagiam o vírus?

 Este vírus não, provavelmente contagiem outro tipo de vírus.

24.

 Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar?

 NÃO.

25.

 Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?

 As mulheres grávidas têm o mesmo risco mas por dois, podem tomar os antivirais mas em caso de de contagio e com estrito controle médico.

26.

 O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagia com este vírus?

 Não sabemos que estragos possa fazer no processo, já que é um vírus novo.

27.

 Posso tomar acido acetilsalicílico (aspirina)?

 Não é recomendável, pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomado.

28.

 Serve para algo tomar antivirais antes dos síntomas?

 Não.

29.

 As pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., podem ter maiores complicações que uma pessoa sadia se contagiam com o vírus?

 SIM.

30.

 Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza?

 NÃO.

31.

 O que mata o vírus?

 O sol, mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, álcool em gel.

32.

 O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus?

 O isolamento.

33.

 O álcool em gel é efetivo?

 SIM, muito efetivo.

34.

 Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?

 Não; ainda não existe vacina para este vírus.

35.

 Este vírus está sob controle?

 Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.

36.

 O que significa passar de alerta 4 a alerta 5?

 A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e fase 6 é que se propagou em mais de 3 países.

37.

 Aquele que se infectou deste vírus e se curou, fica imune?

 SIM.

38.

 As crianças com tosse e gripe têm influenza?

 É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas.

39.

 Medidas que as pessoas devem tomar?

 Lavar as mãos muitas vezes ao dia.

40.

 Posso me contagiar ao ar livre?

 Se há pessoas infectadas e que tussam e/ou espirre perto pode acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.

41.

 Pode-se comer carne de porco?

 SIM pode e não há nenhum risco de contágio.

42.

 Qual é o fator determinante para saber que o vírus já está controlado?

 Ainda que se controle a epidemia agora, no inverno boreal (hemisfério norte) poderá voltar.

 
 


 

 

Influenza A H1N1

sexta-feira, 31 de julho de 2009

A Influenza (gripe) é uma doença infecciosa aguda causada pelo vírus influenza. Transmissível de uma pessoa para outra por via respiratória. Ocorre em todos os países do mundo e, há pelo menos 400 anos, o vírus influenza vem causando epidemias a cada 2-3 anos e, eventualmente, pandemias.

No século XX ocorreram três pandemias, todas causadas pelo vírus influenza A.

  • 1918-19 – Gripe Espanhola (subtipo H1N1)
  • 1957-58 – Gripe Asiática (subtipo H2N2)
  • 1968-69 – Gripe Hong-Kong (subtipo H3N2)

 

Aproximadamente 20 milhões de pessoas morreram em todo o mundo com a Gripe Espanhola. Iniciou em 1917 em populações com diferente susceptibilidade. Não havia ainda a virologia, logo nenhum vírus foi isolado na época. Várias tentativas posteriores foram feitas para se recuperar o vírus de tecidos congelados (Ártico, Noruega) ou de tecidos fixados em formalina em 1918. A informação só começa a aparecer com Taubenberger (Nature, 2005), mas ainda não se sabe porque o vírus foi tão virulento. Estudos em soros guardados (sorotécas) e a informação sobre as proteínas de 1918 indicaram que aves e porcos adquiriram a capacidade de causar a doença em humanos e a transmitir de humano p/ humano.

Estima-se para a gripe asiática e a gripe Hong Kong cerca de 1 milhão de óbitos pessoas, para cada uma das pandemias.


Mapa atualizado do Influenza A

http://www.porkworld.com.br/index.php?documento=6501

 

 

Vivenciamos uma nova pandemia!

Segundo as autoridades médicas os sintomas da Influenza A H1N1 são semelhantes aos sintomas da gripe comum: febre, tosse, coriza, dor de garganta, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio e fadiga; diarréia e vômitos; e pode causar uma piora de doenças crônicas pré existentes ou ocasionar complicações como pneumonia.

As medidas preventivas indicadas para se proteger desta onda gripal:

  • Evitar contato físico com portadores da gripe;
  • Lavar as mãos frequentemente com gel álcool ou água e sabão especialmente depois de tossir ou espirrar;
  • Ao tossir ou espirrar cobrir a boca e o nariz com um lenço descartável;
  • Evitar tocar ou levar as mãos à boca ou aos olhos;
  • Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
  • Evitar o contato e o uso de bebedouros.

 

Se estiver com suspeita de haver contraído a gripe procure atendimento médico com urgência.

Publicar

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A evolução tecnológica transforma a sociedade. É fato!

Possibilidades que antes pareciam não existir para os indivíduos comuns – pobres ou sem maiores atributos sociais, econômicos, políticos ou intelectuais – como, por exemplo, ter suas idéias, imagens ou atos publicados agora estão à disposição de todos.

Se anteriormente com os meios tradicionais de publicação existiam critérios para uma publicação, hoje, com o acesso democrático a tecnologia todos podem publicar a si mesmos.

Mas, se todos se publicam através de blogs, por exemplo, quem é o leitor? Isto é, satisfeito o desejo de publicar-se, de se divulgar, o que efetivamente torna público e reconhecido um determinado sujeito e mantêm na obscuridade dos iguais os outros tantos publicados? É o leitor e que eventualmente é alguém que pode estar publicando-se!

Existem critérios que tornaram blogs, fotologs, sites pessoais mais significativos do que outros. Critérios que respondem a interesses e interesses absolutamente relativista.

Esta explanação serve para chegar ao questionamento: o que escrever e publicar em um blog para ser significativo? Assumindo que alguém esteja lendo e possa responder! Ou, será que toda a evolução tecnológica que transformou a sociedade, de fato, não a mudou?

Analisando o 2º Bimestre.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O 2º Bimestre se encerra e é hora de refletir sobre os resultados alcançados.

Gráfico: 2º Bimestre - 2009

Como se pode observar no gráfico do bimestre e comparando-o ao gráfico do bimestre anterior ressalta que houve uma queda de aproveitamento. Neste bimestre atingiu-se 42% de alunos aprovados no bimestre contra 59% no bimestre anterior. Uma diferença de 14 pontos percentuais. O motivo da queda de rendimento não é único. Contribuem para esse resultado tanto a introdução de novos elementos de avaliação na aferição de habilidades e competências, quanto um maior desinteresse estudantil pelos assuntos escolares propriamente ditos. Outros fatores de menor grau contribuem na elucidação desse fator.

Se por um lado, se manteve o nível percentual de excelência (SS), o nível secundário (MS) caiu pela metade enquanto, por outro, o nível inferior (II) mais que dobrou. As camadas intermediárias sofreram flutuações descendentes. Estes índices reforçam o argumento acima citado e criam a expectativa de que se torne uma tendência.

Como se pode verificar na tabela, as turmas de 8ª séries obtiveram maior sucesso do que as turmas de 1º ano.

2º Bimestre - 2009

Tabela: 2º Bimestre - 2009

O esperado é que fosse o inverso! As turmas de 1º ano em função da quantidade de aulas semanais e da didática empregada demonstram maiores dificuldades de aprendizagem. Apesar da queda de rendimento geral é necessário observar que as turmas 8ªE e 1ºH mostraram estabilidade e relativo crescimento comparado ao bimestre anterior.

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Jovens e a Cultura.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

José Vinicius Catanhede (1ºJ), conhecido como Tevez, convidado a tecer um argumento sobre a relação dos jovens e a cultura. Inicia definindo Cultura como hábitos e costumes! E questiona: Será que é isso que é cultura para os jovens? Um hábito? Um costume? Acredita que sim justificando que a cultura pode nascer quando menos se espera e exemplifica: “um grupo de jovens conversando e um deles no momento de alegria fala uma frase bem conhecida dos jovens no famoso “MSN”: “aushaushaushaushaushaushaus…”. Querendo ou não isso se torna um hábito, um costume nosso.”

Especula se será que é isso que vamos deixar para os jovens do futuro? Palavras que não ajudam o jovem a pensar na vida. Não critica a maneira como os jovens falam, mas, afirma que podiam fazer uma coisa que ficasse marcada no futuro para que os jovens de amanhã se lembrassem de nós. Conclui afirmando que tantas vezes ouve os jovens dizer: “Que mundo é esse que vivemos”, “Precisamos mudar o mundo”. Mas, mudar com palavras que não mudam nada em nossa vida?!

Alunas que expressaram de modo espontâneo definem a cultura como as manifestações das artes (Paloma, 8ªD), as tradições locais (Estephane, 8ªB) ou as práticas e ações vinculadas à qualificação e habilidades artísticas (Janaine, 8ªE).

Sobre a cultura brasileira a entendem basicamente como a manifestação da dança, música, culinária, vestuário. Ressaltam a diversidade em cada região (Géssica, 8ªC) e a combinação ou mistura que todas essas culturas produzem na formação nacional (Elizandra, 8ªA). Questionadas como se manifesta a cultura, as afirmações convergem para as formas festivas como as juninas, o carnaval e outras. Mas, também observam que se manifesta a cada atitude que a pessoa utiliza com conhecimento, pelo comportamento e pelas leis criadas (Dayana, 8ªB).

Sobre a importância da manifestação cultural afirmam que é o ato de pensar e de se expressar (Paloma, 8ªD), de não esquecermos as nossas origens e a valorizarmos (Estephane, 8ªB), pois é através dela que podemos saber um pouco mais sobre nossa própria vida (Géssica, 8ªC) e de realizar um mundo melhor com pessoas qualificadas e com educação (Janaine, 8ªE)

É intrigante reconhecerem que existem significados nas manifestações culturais, mas não souberam descrever estes significados além da manifestação aparente das festas e tradições. Mas, é promissor que valorizam a importância em procurar entender estes significados!

Conforme Paloma (8ªD), a importância reside em entender o que as pessoas querem demonstrar – entender a mensagem. Estephane (8ªB) compreende existir uma mensagem educativa: “abrir os olhos das pessoas e melhorar os nossos filhos; porque melhorando os filhos o mundo estará completo”. A Dayana (8ªB) demonstra sinceridade ao afirmar que pessoas – como a própria – que não sabem distinguir nenhuma cultura, inclusive, esquecendo de ser brasileira! Géssica (8ªC), por sua vez, filosófa ao afirmar que se nós não sabemos o significado da vida realmente não vivemos, portanto é importante sabermos o significado dessas manifestações e os seus valores. Elizandra (8ªA) aprofunda apontando o aspecto histórico, isto é, a necessidade de saber o que aconteceu, de saber a relação entre a manifestação cultural e aquele povo. Janaine (8ªE) ressalta a utilidade dessa compreensão para a formação de um povo bem sucedido e informado

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